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A vida é mesmo feita de capítulos, como os de um livro. Cada fase que vivemos é um capítulo cheio de histórias, causos, encontros e desencontros, alegrias, tristezas, aprendizado, escolhas. Primeiro a gente nasce, aprende a falar, aprende a andar, aprende a viver em comunidade, aprende a amar nossa família, faz os primeiros amiguinhos. E assim a infância passa como um flash.

Completamos 10 anos e chega a pré-adolescência. Simples amigos tornam-se possíveis namorados, candidatos a um primeiro amor. Estudamos, praticamos algum esporte, paqueramos, e o primeiro amor chega. A gente acha que esse amor será pra vida toda até descobrir que tudo foi um grande engano, pois todo primeiro amor acaba. E o sofrimento é tanto que a gente acha que nunca mais vai amar mais ninguém. A adolescência continua, temos festas de 15 anos, viagens entre amigos, baladas, porres e mais liberdade. Aprendemos a nos maquiar, aprendemos a arrumar nosso cabelo, aprendemos a ficar mais bonitas para nós mesmas e para os outros, e vivemos também outros amores.

Chega a hora do vestibular e de escolher uma profissão. Vivemos a pressão e a cobrança para passar em uma universidade pública e pra escolher uma carreira promissora. À vezes acertamos, outros já não têm tanta sorte. Entramos pra faculdade, mudamos de cidade, saímos da casa de nossos pais e ganhamos liberdade. A tão sonhada liberdade! Mas o que fazemos dela? Alguns aproveitam, outros abusam. E todos se divertem em muitas festas e encontros em repúblicas. Ganhamos uma nova família formada por novos amigos, que se tornam nossos colegas de casa. Nossas mentes se abrem a novos conhecimentos e muitos questionam o mundo e a si próprios. Fase de grandes mudanças e do começo da nossa independência.

Então a gente se forma em uma linda cerimônia com abraços, sorrisos, lágrimas e chuva de prata. Agora somos profissionais e assim caímos de páraquedas no mercado de trabalho. Arrumamos um emprego, fazemos de conta que somos sérios e que sabemos exatamente o que fazer. Escondemos a insegurança, corremos atrás de prazos e somos apresentados ao estresse. Alguns viram workaholics, outros fazem disso tudo uma grande brincadeira, como quando éramos crianças. Mudamos de emprego, ganhamos dinheiro, compramos apartamentos, móveis, carros e viajamos pra fora do Brasil. Conhecemos o mundo, mas continuamos a amar o Brasil e suas lindas praias. Conhecemos amores, vivemos paixões, até que encontramos nosso príncipe encantado. E mais uma vez a brincadeira de criança vira realidade. A princesa, que encontra o príncipe, que vivem felizes para sempre.

Brincar de ser adulto. Toda nossa vida é na realidade uma grande brincadeira de criança. Sempre com vilões e mocinhos, princesas e bruxas. Escolhemos de que lado queremos ficar, e assim continuamos a brincar, criando fantasias, vivendo aventuras, tornando sonhos realidade.

Vamos brincar?

Além do mar

Navegar é preciso
Mas não precisa só navegar.
Navega só quem sonhar
Porque o sonho é o aviso
De quem perdeu o juízo
Atrás de um paraíso
Além de além de além do mar
Da lenda além do mar.
Além do mar tudo espero
Pois nada tenho onde tudo está.
Quero bem mais do que há,
Não quero só marco-zero.
Sonho bem mais do que quero
A chave, a luz do mistério
Do fim, do fim, do fim do mar
Do mar do fim do mar.
O fim do mar inda é pouco
Pois todo sonho é indeciso.
Por isso pra todo louco
Navegar é preciso…
Navegar é preciso…

Letra de uma música do Toquinho que expressa exatamente esse momento da minha vida. Navegar é preciso. Seguir atrás de sonhos, mais ainda.

Se eu fosse um mês seria… Fevereiro

Se eu fosse um dia da semana seria… Sábado

Se eu fosse um número seria… 9

Se eu fosse um planeta seria… Saturno

Se eu fosse uma direção seria… o Sul

Se eu fosse um móvel seria… uma cama

Se eu fosse um líquido seria… um suco de morango

Se eu fosse uma pedra seria… um diamante

Se eu fosse um metal seria… a prata

Se eu fosse uma árvore seria… uma jabuticabeira

Se eu fosse uma fruta seria… uma banana

Se eu fosse uma flor seria… um girassol

Se eu fosse um clima seria… o ensolarado

Se eu fosse um instrumento musical seria… um piano

Se eu fosse um elemento seria… a Água

Se eu fosse uma cor seria… roxo

Se eu fosse um animal seria… um golfinho

Se eu fosse um estilo musical seria… o samba

Se eu fosse uma letra de música seria… Debaixo dos Caracóis

Se eu fosse uma canção seria… Samba do avião, de Tom Jobim

Se eu fosse um perfume seria… o Light Blue, da D&G

Se eu fosse um sentimento seria… o carinho

Se eu fosse um momento seria… o pôr-do-sol

Se eu fosse um livro seria… O Amor nos Tempos do Cólera, do García Marques

Se eu fosse uma comida seria… arroz, feijão, bife e batata-frita

Se eu fosse um lugar (cidade) seria… Paris

Se eu fosse um gosto seria… o de torta de limão

Se eu fosse um cheiro seria… o de banho tomado

Se eu fosse uma palavra seria… Paz

Se eu fosse um verbo seria… Viver

Se eu fosse um objeto seria… um travesseiro

Se eu fosse uma roupa seria… um vestido

Se eu fosse um chapéu seria… um chapéu de praia

Se eu fosse uma parte do corpo seria… os olhos

Se eu fosse uma expressão seria…“ué gente”

Se eu fosse um desenho animado seria… o Bob Esponja

Se eu fosse um filme seria… Efeito Borboleta

Se eu fosse forma seria… um círculo

Se eu fosse uma estação seria… a Primavera

Se eu fosse uma frase seria… “Ama teu próximo como a ti mesmo”

Segundo o documentário “O melhor de 2008”, do canal National Geographic, você conhecerá um total de 1.700 pessoas ao longo de toda a sua vida. Normalmente, somente 300 farão parte do seu círculo social mais próximo. Serão as pessoas com quem você conversou nos últimos dois anos e se lembra pelo menos o primeiro nome.

Especialistas em comportamento humano afirmam que o maior objetivo da vida, assim como os animais, é o acasalamento para a reprodução da espécie. Sendo assim, todos os seus relacionamentos acontecerão por um único motivo: a procura pelo parceiro ideal. Quando você morrer, seus filhos, netos e bisnetos serão sua grande herança para o planeta, ao contrário de sua casa, carro ou qualquer outro bem material que você possa vir a possuir.

Entretanto, o acasalamento dependerá de um importante fator: o seu cheiro. Se você tiver um aroma desagradável a seu parceiro, nada acontecerá. Romeu, na época em que viveu uma das maiores histórias de amor que se tem notícia, provavelmente não exalava um perfume agradável. Assim como nos dias de hoje, o primeiro contato de dois amantes é feito pelo olhar e pelo cheiro. Seu olhar identificará sinais que aproximarão ou afastarão a pessoa desejada.

Suas roupas e acessórios demonstrarão sua personalidade e estilo de vida. Para isso você terá vaidade e todos os cuidados com a aparência para que você sempre aparente beleza e felicidade. Ao longo da vida, você lavará seu cabelo 11.500 vezes, em média. Eles também crescerão 12 cm ao ano. Se você nunca o cortasse, ele chegaria a 9m e 42 cm. Nos homens, uma barba sem corte chegaria aos 9m e 12 cm. As unhas teriam uma forma espiral de 286m. Você gastará grande parte de seu tempo cuidando da aparência com o único objetivo de manter seus 300 amigos e finalmente conseguir encontrar seu parceiro ideal.

Uma grande ferramenta da sociabilidade entre os homens, praticamente essencial nos relacionamentos modernos, sempre foi e continuará sendo o álcool. Desde os tempos de Jesus, nos grandes acontecimentos não podiam faltar grandes jarras de vinho. Hoje, as opções são bem mais variadas, com diversos tipos de destilados e fermentados. Sendo assim, você consumirá 10.351 copos de cerveja e 1.694 garrafas de vinho ao longo de sua vida. Do total de pessoas ao redor do mundo, 97% ficará bêbada pelo menos uma vez.

Adolescentes afirmam que o álcool deixa as emoções mais latentes e os deixa mais desinibidos, o que favorece os relacionamentos com pessoas desconhecidas. É nessa fase da vida que se inicia a vida social. Você terá 4.200 relações sexuais e se apaixonará perdidamente pelo menos 3 vezes ao longo de sua vida. Essas paixões te farão sofrer e farão com que você derrame rios de lágrimas. Uma dessas paixões se transformará em amor e resultará no seu casamento, em uma das noites mais felizes de sua vida. Este casamento poderá acabar um dia e você, mesmo sabendo das dores que ele causa, optará por tentar novamente com outro amor. E você tentará quantas vezes for possível.

Você comprará casa, carro, trocará este carro por um modelo mais novo, terá centenas de eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos ao longo de sua vida. Antigamente, tudo que o homem precisava para viver era um graveto e um pedaço de pedra para fazer fogo. Você não viverá sem televisão, computador, celular, laptop, ipod, videogames, DVD, TV a cabo, ar-condicionado e inúmeros outros tipos de comodidades da vida no século XXI.
Ao comprar um computador, você nem se dará conta de que são necessários 240 quilos de combustível fóssil para a produção de somente um deles. E mesmo assim, depois de mais ou menos dois anos, você vai achá-lo obsoleto e vai querer outro novo, dando origem a um dos maiores problemas das cidades: o lixo eletrônico. Sem contar as 40 toneladas de lixo doméstico que você produzirá ao longo de sua vida.

O consumismo, que mudou o foco das festas religiosas e datas comemorativas tornando Natal sinônimo de “dar presentes”, continuará dominante. Você irá comprar, comer e beber até o seu dinheiro acabar e você se achará a pessoa mais triste da face da terra por não ter como adquirir o melhor chester do supermercado, nem a mais moderna TV de plasma.
Ao longo de sua vida, você fará uso dos mais variados tipos de transporte: triciclos, bicicletas, motos, carros, ônibus, aeronaves, e até cadeiras de rodas na velhice. Além disso, você caminhará 317 quilômetros por ano, chegando a um total de 24.887 quilômetros em 78 anos de vida. Dirigirá seu carro por 728.489 quilômetros, distância suficiente para ir e voltar da Lua, sem nem sequer lembrar que o líquido que move seu automóvel é um dos combustíveis fósseis que mais contribuem com o efeito estufa e o aquecimento global.

A televisão será sua melhor companhia em muitas noites de solidão e sua principal fonte de cultura, informação e entretenimento. O mundo chegará até você através dela. Serão 2.994 dias ou 8 anos de sua vida em frente a ela. Mesmo assim, você terá tempo de ler 533 livros, sem ao menos lembrar que 3% da população mundial não sabe ler nem escrever o próprio nome. Outra fonte de informação virá dos 2.455 jornais que você comprará, que terão no total o peso de 1 ½ tonelada. O papel dos livros e revistas que você lerá ao longo de sua vida consumirá 24 árvores.

Quando chegar a vida adulta, você começará a se interessar pela política. Ao todo, participará de 50 eleições. Se ainda existissem votos de papel, todas as suas participações não consumiriam nem 1 cm de grafite, e esta seria a sua contribuição física para o futuro de sua cidade, estado e país.
Seu esqueleto se renovará a cada 10 anos e sua célula mais velha terá 16 anos. Seus olhos piscarão 415 milhões de vezes. Seus tecidos, músculos, artérias, veias e órgãos funcionarão conforme as suas escolhas pessoais. Seu cérebro tentará te tornar o mais inteligente possível, para que você seja uma pessoa interessante aos olhos dos outros. No final, só restarão lembranças e sonhos em sua memória. Serão 104.390 sonhos em longas noites de sono. Serão as lembranças o que você terá de mais duradouro. Lembranças daquelas 1.700 pessoas que você conheceu em toda a sua vida, dos lugares que frequentou, das paixões, dos amores, dos casamentos, dos filhos, netos, bisnetos, tios e primos. Estas 1.700 pessoas darão sentido à sua vida e tornarão seus dias mais alegres e vibrantes.

Você viverá a vida que escolher para si. Ela definirá, no fim dos seus dias, a sua pegada no Planeta Terra e seu verdadeiro impacto na humanidade. A sua obrigação é fazer com que esta pegada não seja somente seus bens materiais e seu lixo, mas principalmente as mais profundas pegadas nos corações daquelas 1.700 pessoas que passarão pela sua vida, e mais ainda naquelas 300 que farão parte de seu círculo social mais próximo.

Dado que você sempre saberá o que vai acontecer no final da vida, faça valer, da melhor maneira possível, a parte que lhe cabe, que é viver.

“No matter who you are. No matter where you go in your life. At some point you gonna need somebody to stand by you.”

http://www.youtube.com/watch?v=Us-TVg40ExM

A música é linda. O clip, com a participação de vários artistas do mundo todo, é emocionante. Juro que quase chorei. Mas discordo de um detalhe: por que as pessoas insistem em pensar que precisamos de alguém ao nosso lado? Need=necessidade é precisar de algo sem o qual não se consegue viver.

E foi aí que pensei o quanto todo mundo tem uma visão distorcida dos relacionamentos. Dizer: “eu não vivo sem você” ou “você é tudo na minha vida”, são lindas declarações de amor. Entretanto, elas criam, muitas vezes inconscientemente, uma relação de dependência entre um casal. Tudo isso por que ao longos dos tempos criou-se um imaginário coletivo de que o amor ideal é formado por duas metades que se unem para dividir a vida juntos. Esse modelo definitivamente não funciona mais.

Homens e mulheres que vivem juntos há anos e também estudiosos dizem que o segredo do sucesso, se é que existe uma fórmula, é cada um ter sua individualidade, seu espaço, seus segredos. Sair com os amigos é fundamental. Ir ao cinema sem companhia é fundamental. Ficar em casa sem fazer nada é fundamental. A necessidade de se estar junto não deve ser o principal. E exatamente por este motivo vemos tantas pessoas infelizes nos seus relacionamentos.

São fundamentais a paquera, a sedução e a paixão. Quando se vive junto o tempo inteiro, numa relação de dependência, tudo isso se perde com a convivência e a intimidade. Um dos principais ingredientes também é o mistério, e as pessoas se esquecem disso.

O amor, ao contrário do que muitos pensam, não é tão complicado assim. Quando duas partes se encontram é pra formar um todo, cada um com sua parte. Não existe a necessidade ou a obrigação de se estar junto, e sim a livre e espontânea vontade dos dois. Brega, mas verdade. E pra quem ainda insiste que é, sim, complicado, fica uma pergunta: as duas metades da laranja se fundem ou se complementam? Simples, não?

Na última quarta-feira, a convite de uma amiga, fui conhecer um novo espaço de eventos do Rio, a Vivo Summer House, um casarão na esquina da Av. Vieira Souto com a Rua Farme de Amoedo, em Ipanema. Não é preciso comentar, mas para os que não conhecem o Rio, o ponto é um dos mais nobres da cidade e a vista é privilegiada. Ao entrar, nos sentimos realmente em uma casa de verdade, pois entramos por uma sala-de-estar, e passamos por vários cômodos até chegar ao ambiente externo, onde funciona um bar no melhor estilo “sinta-se em casa” ou “estamos entre amigos”.

 

A decoração é moderna e acolhedora, com móveis de madeira e almofadas de chita que lembram uma casa de praia (meio óbvio, né?). Os garçons, todos bonitos e sorridentes, serviam vários tipos de cerveja devassa, taças de prosecco e também outros drinks. Podia-se escolher entre o buffet do Zazá Bistrô ou as opções do Koni. O som que rolava era um mix de MPB clássico com artistas contemporâneos. Tudo perfeito, menos o tempo de chuva que se formava.

 

Algum tempo depois, todos foram chamados para o 1º andar para um sarau. Pufes e almofadas ao chão, três vozes e dois violões. Quem se apresentou foi um grupo chamado Doces Cariocas, formados por dois músicos e uma cantora que fazem músicas com letras românticas, inteligentes e engraçadas. Todos os convidados foram embalados por suaves composições, daquelas que nos fazem ir até Saturno e voltar em apenas três minutos. Algum tempo depois chegou Maria Gadu, outra cantora carioca que tem uma das vozes mais límpidas e doces que já ouvi. Cantou duas músicas que foram suficientes para que eu me apaixonasse pela voz dela.

 

Cenário lindo, pessoas legais, música de qualidade. Então eu penso que, em plena quarta-feira, o resultado de um convite despretensioso foi mais do que surpreendente: voltei pra casa mais leve e mais feliz, com a certeza de que o meu lugar é aqui, na cidade maravilhosa, capaz de proporcionar momentos que dificilmente eu teria em outro lugar.

Todo mundo sempre brinca sobre aqueles dias em que tudo dá errado. Só gostaria de registrar que esses dias realmente existem! Segue um relato resumido em 13 itens:

Quinta-feira: 05 de fevereito de 2009

1- Acordo menstruada em pleno verão carioca;
2- Levanto da cama e vejo que estou com os primeiros sintomas de um resfriado;
3- Chego atrasada no trabalho no dia que minha chefe volta de férias;
4- Vou na manicure na hora do almoço e minhas unhas das mãos e dos pés ficam todas cheias de bolinhas por causa do calor;
5- Volto ao salão no fim do dia para refazer as unhas e fazer uma escova marroquina no cabelo. Na saída, já com o cabelo liso, começa a chover e eu não tenho um guarda-chuva nem vejo nenhum vendedor nas proximidades;
6- Vou ao banco pegar dinheiro e não consigo sacar, pois meu limite diário foi ultrapassado. Faço um depósito e o comprovante fica preso na máquina;
7- Volto ao escritório para encontrar uns amigos para um chopp e aproveito para comprar os ingressos do show da Maria Rita no Morro da Urca, para a sexta-feira. Nesse momento, ganho um ingresso que estava dando sopa no trabalho;
8- Meia-hora depois, já na saída para o bar, descubro que a data do show não é a que eu queria. O ingresso era para o show da quinta-feira;
9- Volto ao trabalho furiosa para tentar trocar o convite. Óbvio que não foi possível. Ligo o computador novamente para comprar o meu ingresso;
10- Perco o chopp e vou para casa para que um amigo busque o ingresso que eu não iria usar e descubro o telefone cortado, pois a conta do mês passado não chegou pelo correio e, sendo assim, nós esquecemos de pagar;
11- Minha roommate me liga dizendo que eu passei o código de barras do aluguel do apartamento errado para ela. O pagamento só pode ser feito até às 21h e já são 21h55;
12- Tento pagar a conta de telefone atrasada pela internet, mas o sistema está indisponível no momento;
13- Desisto da vida e vou para a cama ver o Big Brother, terminando o dia com a companhia da televisão e dos participantes confinados;

Apesar do dia ruim, só me estressei com uma pessoa (que por sinal merecia um “chega pra lá”). Almocei com um grande amigo, presenteei outro com o ingresso do show da Maria Rita, falei ao telefone com pessoas queridas e ainda deixei todo o fim-de-semana agendado!

Lição do dia: nunca devemos deixar de sorrir quando temos um dia ruim. Se não estamos bem, as pessoas com quem convivemos não precisam necessariamente saber disso. Basta lhes presentear com um sorriso e receber outro de volta. E assim o ciclo continua, repassando sorrisos e mais sorrisos aos outros….até que tudo volta ao normal no dia seguinte.

Texto de autoria da maravilhosa escritora Martha Medeiros, que me inspira sempre que uma escolha faz-se necessária. Afinal, nem sempre é fácil, não é mesmo?

“Dá pra escolher. Nem eu nem vc estamos jogados ao léu, nas mãos do destino. Não temos controle sobre tudo, mas dá para escolher entre ter amigos ou viver recluso, dá para escolher entre privilegiar um amor ou ter vários casos superficiais, dá para escolher entre participar ativamente de um projeto que alavanque nosso bem-estar ou ficar de fora, apenas criticando, dá para escolher entre se refugiar num lugar tranqüilo ou aprender a lidar com o estresse urbano, dá para escolher entre levar a vida com bom humor ou levar a vida na ponta da faca. Dá para escolher entre ficar se fazendo de vítima ou fazer algo por vc mesmo.

Tudo é uma escolha, inclusive ser velho ou ser jovem, e isso não se resolve apenas numa clínica estética. Todas as nossas escolhas passam pelo estado de espírito. É ele que vai determinar se vamos viver uma vida mais simples ou mais complicada, mais solitária ou mais social, mais produtiva ou mais lerda.

Se a escolha será acertada, aí já é outro assunto, o futuro vai dizer. Erros e acertos nem estão em pauta aqui. O que importa é ter consciência de que ficar sentado esperando que a vida escolha por nós não é uma opção confortável como parece. Descansados da silva, vem o tempo e crau: nos ultrapassa.” (Martha Medeiros)

Bom dia, boa tarde, boa noite!

Depois de um longo período de férias, estou de volta ao fascinante mundo dos blogs.  A necessidade de me expressar ultimamente causou-me incômodo. Aos poucos, fui alimentando o desejo de me dedicar diariamente a este exercício: expressar meus pensamentos, sentimentos e vivências por meio de simples e encantadoras palavras. Espero proporcionar aos meus ilustres (e escassos!) leitores alguns momentos de agradáveis leituras.

Um grande beijo,